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FERRO SÉRICO

  • Foto do escritor: Liga Acadêmica de Análises Clínicas UFC
    Liga Acadêmica de Análises Clínicas UFC
  • 14 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

1.  Paciente

  • Amostra

Amostra de soro


  • Preparo pré-coleta

Jejum de 8h


  • Interpretação básica com valores de referência

A dosagem do ferro sérico não é um exame de rotina, uma vez que é solicitada quando há alguma alteração em exames comumente solicitados, como o hemograma. Esse teste é utilizado para avaliar a deficiência ou sobrecarga de ferro no organismo, sendo indicativo de diferentes enfermidades, como a anemia ferropriva. Os valores de referência variam de acordo com os métodos analíticos de cada laboratório, normalmente os parâmetros utilizados são: entre 75 e 175 µg/dL (13 a 31 µmol/L) em homens adultos e entre 65 e 165 µg/dL (12 a 29 µmol/L) em mulheres.




2. Profissional de Saúde

  • Técnicas utilizadas 

A determinação do Ferro Sérico se refere à medida do ferro ligado à transferrina. O ferro presente na amostra é liberado da transferrina através de uma reação de acidificação que causa a redução de Fe3+ a Fe2+. Em seguida, ocorre a formação de um complexo cromógeno, tal como batofenantrolina ou ferrozina. Esse complexo é lido e tem sua concentração avaliada por espectrofotometria.


  • Interferentes

Idade, sexo, período de gestação, uso de contraceptivos orais e estrogênios alteram a concentração do ferro.


  • Interpretação rebuscada

A quantificação do ferro sérico está sujeita a algumas variáveis que devem ser consideradas na análise dos resultados obtidos. Essas variáveis estão relacionadas a alguns procedimentos técnicos, como contaminação durante a coleta do sangue, armazenamento ou realização do teste por resíduos metálicos, além das variações fisiológicas. A concentração do ferro circulante tem um ritmo circadiano, sendo mais alta de manhã, entre 7 e 10 horas, e atingindo os menores valores perto das 21:00 horas. Essas alterações não implicam um erro diagnóstico e não diminuem a confiabilidade do resultado. Por outro lado, a associação com determinadas condições clínicas podem interferir nos resultados e devem ser analisadas com cautela, por exemplo quando há processos inflamatórios agudos ou crônicos, processos neoplásicos e após infarto agudo do miocárdio os níveis de ferro sérico podem estar reduzidos. Vale ressaltar que situações de concentrações elevadas são encontradas na doença hepática, anemia hipoplásica, eritropoiese ineficaz e sobrecarga de ferro.

O intervalo de referência normal depende principalmente do método utilizado e, em geral, varia entre 75 e 175 µg/dL (13 a 31 µmol/L) em homens adultos, e aproximadamente entre 65 e 165 µg/dL (12 a 29 µmol/L) em mulheres. A determinação do ferro sérico isoladamente é de valor limitado, devendo ser analisada em combinação com os outros parâmetros, como a saturação da transferrina e ferritina sérica.



3. Referências bibliográficas

BURTIS, CARL A. e BRUNS, DAVID E. TIETZ FUNDAMENTOS DE QUÍMICA CLÍNICA E DIAGNÓSTICO MOLECULAR. 7. ed. Rio de Janeiro: 2016. cap. 28 


Grotto, Helena Z. W. Diagnóstico laboratorial da deficiência de ferro. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. 2010, v. 32, suppl 2 [Acessado 19 Maio 2022] , pp. 22-28. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1516-84842010005000046>. Epub 14 Maio 2010. ISSN 1806-0870. 


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