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UREIA

  • Foto do escritor: Liga Acadêmica de Análises Clínicas UFC
    Liga Acadêmica de Análises Clínicas UFC
  • 14 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Informações ao paciente

  • Amostra

Sangue e urina.


  • Preparo pré-coleta

    Ureia (sangue): jejum de 4 horas;

    Ureia (urina): Condições para coleta de Urina 24 horas: A coleta da urina deve ser realizada em frascos de água mineral (frasco seco); Ao acordar esvaziar totalmente a bexiga e marcar o horário; A partir desse horário colher rigorosamente todo o volume (urina dia e noite), inclusive a primeira da manhã do dia seguinte. Manter refrigerada durante a coleta. Durante às 24h de coleta, a ingestão de líquidos deve ser a habitual. Toda urina produzida no período de 24 horas deverá ser enviada ao laboratório. Informar peso e altura.

MULHER: Recomenda-se que o exame não seja realizado durante o período menstrual. Colher todo o volume em recipiente de boca larga, em seguida transferir para garrafa apropriada, sem perder amostra.

HOMEM: Colher diretamente dentro da garrafa apropriada.


  • Interpretação básica com valores de referência

Ureia

Adultos saudáveis

6 a 20 mg/dL

Adultos acima de 60 anos de idade

8 a 23 mg/dL.

*As concentrações séricas tendem a ser um pouco menores em crianças e em grávidas; são ligeiramente maiores e homens do que em mulheres. 


 Razão Ureia:Creatinina séricas

30

Normalidade

> 4O-50

Insuficiência renal aguda pré-renal.

< 15

IRA intrínseca.


Informações ao profissional de saúde

  • Técnicas utilizadas

    Métodos químicos baseados na reação de Fearon;

    Métodos enzimáticos baseados na hidrólise preliminar de ureia com urease.


Interferentes

Fatores que podem alterar significativamente os valores séricos da concentração de ureia: dieta, a taxa de produção hepática, desidratação, trauma, insuficiência cardíaca congestiva, infecção, depleção de sódio e uso de corticos­teroides, diuréticos ou tetraciclinas.


  • Interpretação rebuscada

A ureia é formada a partir da amônia derivada do catabolismo de proteínas e aminoácidos, sendo o principal produto metabólico nitrogenado desse processo que é chamado de ciclo da ureia, sendo realizado por enzimas hepáticas. Mais de 90% da ureia é excretada pelos rins, pois é filtrada livremente pelos glomérulos, e consequentemente, a doença renal está associada com o acúmulo de ureia no sangue. O restante do analito é eliminado pelo trato intestinal e pela pele.

Por muitos anos a dosagem da ureia sanguínea e sérica foi utilizada como um indicador da função renal, no entanto, atualmente sabe-se que a dosagem de creatinina fornece melhores informações a respeito, pois cerca de 40% a 70% de ureia retornam ao plasma por difusão passiva tubular dependente do fluxo urinário. Assim, na estase urinária haverá um maior retorno da ureia, subestimando a taxa de filtração glomerular. A principal utilidade clínica da ureia sérica é a sua quantificação em conjunto com a creatinina sérica, com o cálculo da razão ureia:creatinina sérica.

Essa razão é utilizada como diferencial bruto entre a uremia pré-renal e a pós-renal. Em condições normais, a relação ureia:creatinina é em torno de 30, mas este valor aumenta para > 40-50 quando, por exemplo, ocorre contração do volume extra­celular (desidratação, insuficiência cardíaca congestiva, estados febris prolongados e uso inadequado da terapia diurética por via intravenosa); esse valor sugere insuficiência renal aguda pré-renal, enquanto que valores abaixo de 15 indicam IRA intrínseca.  


Referências bibliográficas

BURTIS, C. A.; BUNS, D.E. Tietz-Fundamentos de Química Clínica e Diagnóstico Molecular. 7ª.ed., Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. 


DUSSE, Luci Maria Santana; RIOS, Danyelle Romana Alves; SOUSA, Letícia Parreiras Nunes; MORAES, Rívia Mara Morais e Silva; DOMINGUETI, Caroline Pereira; GOMES, Karina Braga. BIOMARKERS OF RENAL FUNCTION: what is currently available?. Revista Brasileira de Análises Clínicas, [S.L.], v. 49, n. 1, p. 41-51, 2017. Revista Brasileira de Analises Clinicas. http://dx.doi.org/10.21877/2448-3877.201600427.


PEBMED. Diagnóstico em injuria renal aguda (conduta médica em Medicina Interna). [S.I.], 2018. Disponível em: https://pebmed.com.br/diagnostico-em-injuria-renal-aguda-conduta-medica-em-medicina-interna/. Acesso em: 23 maio 2022.


INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE- UFBA. Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular. Disponível em: <http://www.labimuno.ufba.br/exames_realizados>. Acesso em: 23 mai, 2025. 

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