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UROBILINOGÊNIO

  • Foto do escritor: Liga Acadêmica de Análises Clínicas UFC
    Liga Acadêmica de Análises Clínicas UFC
  • 14 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

 Informações ao paciente:

  • Amostra:

A realização de testes para o urobilinogênio fecal ou urinário exige amostras frescas, pois o urobilinogênio pode ser oxidado à urobilina quando o intervalo entre a coleta e a análise é longo.


  • Preparo pré-coleta:

Deve-se evitar alimentos com corantes artificiais ou muito pigmentados (como beterraba, cenoura, refrigerantes coloridos) nas 24 horas antes da coleta.

Além disso, é necessário informar ao laboratório o uso de medicamentos (como antibióticos, sulfonamidas ou ácido ascórbico), pois podem interferir no resultado.

Após a coleta, entregar a amostra ao laboratório imediatamente ou mantê-la refrigerada (2–8°C) até o envio (no máximo 24 horas).


  • Interpretação básica com valores de referência:


Valores de referência para urobilinogênio (unidades Ehrlich/dia)

Urina

0,5 a 4,0

Fezes

70 a 400

Fonte: Bioquímica Clínica para o Laboratório - Princípios e Interpretações. 5. ed.

  • Aumento nas concentrações do urobilinogênio na urina e nas fezes é encontrado nas condições em que ocorrem elevadas formação e excreção da bilirrubina, como, por exemplo, icterícia hemolítica.

  • Concentrações reduzidas são encontradas nas doenças hepáticas e nas obstruções intra-hepá-hepáticas ou extra-hepáticas. Como os valores de referência para o urobilinogênio urinário são de 0 a 4 mg/d, é óbvio que é impossível a detecção de teores diminuídos. O exame visual da amostra fecal com urobilinogênio reduzido revela cor cinza ou argila. 


Informações ao profissional de saúde:

  • Técnicas utilizadas: 

    • Técnica de colorimetria, conhecido como método de Ehrlich, em que ocorre uma reação com p-dimetilaminobenzaldeído.

    • Técnica de tiras reagentes, conhecido como método semi-quantitativo, no qual há a leitura por variação de cor.


  • Interferentes:

A demora da pesquisa em urinas não refrigeradas provoca a diminuição do urobilinogênio por oxidação e conversão em urobilina.

Nas técnicas, empregam-se tiras constituídas por d-dimetilaminobenzaldeído em meio ácido ou por 4-­metoxibenzenodiazônio­tetrafluorborato, também em meio ácido. Nesse âmbito,, a primeira reação sofre interferências do porfobilinogênio, do indol, do escatol, do sulfisoxazol, do ácido p-aminossalicílico, da procaína e da metildopa (Aldomet®). Já a segunda reação é afetada de modo negativo por nitrito (em teores >5 mg/dL) e formol (>200 mg/ dL). Ademais, falso-positivos são encontrados em pacientes que recebem fenazopiridina.


  • Interpretação rebuscada:

No intestino, enzimas bacterianas convertem bilirrubina em compostos coletivamente chamados de urobilinogênio. Grande parte do urobilinogênio (incolor) e da sua variante oxidada, urobilina (pigmento castanho) é eliminado nas fezes. Uma pequena parcela do urobilinogênio é reabsorvido para a corrente sanguínea e é filtrada e eliminada na urina. Deve estar presente em quantidades mínimas “traços normais” e a ausência de urobilinogênio na urina é causada por obstrução biliar. As tiras-teste para urobilinogênio são baseadas na reação do aldeído de Ehrlich, gerando corante vermelho.

A reação de Ehrlich é universalmente utilizada para o teste, pois nela há o emprego de p-dimetilaminobenzaldeído em ácido clorídrico concentrado, que reage com o urobilinogênio e o porfobilinogênio para formar um aldeído colorido. A adição de acetato de sódio intensifica a cor verme-lha do aldeído e inibe a formação de cor pelo es-catol e indol


Referências bibliográficas:

MOTTA, Valter. Bioquímica Clínica para o Laboratório - Princípios e Interpretações. 5. ed. Rio de Janeiro: MedBook Editora, 2009. E-book. p.249. ISBN 9786557830260. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786557830260/. Acesso em: 24 mai. 2025.


PEDROSA, Suzana Carvalho de Sousa; FERREIRA, Milenna Azevedo Minhaqui; GUIMARÃES, Keyth Sulamitta Lima; GUIMARÃES, Wilma Ferreira Guedes; BARBOSA, Keylla Talitha Fernandes. Condutas que podem interferir na fase pré-analítica do exame sumário de urina. Cogitare Enfermagem, Curitiba, v. 26, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.5380/ce.v26i0.74085. Acesso em: 24 maio 2025.

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